quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Setembro em Novembro... Smash Literário!

   Gente, dessa vez eu realmente me atrasei demais. Essa postagem deveria ter sido feita em setembro, mas... cadê o tempo? Na verdade, as leituras até que estão em dia, pois perco o sono mas não perco o capítulo! Tá bom, a piada foi infame. Vamos mostrar as páginas com os livros de setembro que é melhor.
   A primeira meta de setembro foi ler um livro ainda não lido de meu autor favorito. "Comassim"? Autor favorito? A parte mais difícil foi escolher qual dos favoritos era mais favorito! A segunda parte ainda mais difícil? Se um autor é favorito, como ter um livro que eu ainda não li? Sim, sou compulsiva.
   Então me deparei com o lançamento de um box da Companhia das Letras, feito em 2012, relançando livros de Carlos Drummond de Andrade mais antigos, da década de 50. Não pessoal, eu sou velha, mas a a década de 50 é mais velha ainda.
   Resolvido o(s) problema(s).  Esses livros foram lançados muito antes de eu começar a ler Drummond, na década de 70, e não tinha lido ainda Claro Enigma e Fala Amendoeira. Aproveitei e reli A rosa do Povo e Contos de Aprendiz. Escolhi Fala Amendoeira para fazer a página, pois nesse livro, até a prosa de Drummond tem ritmo de poesia. Deixei a frase original da página do smash, pois achei que o próprio Drummond aprovaria.



   A segunda meta foi ainda mais difícil. Voltar a um livro que abandonei. Sendo compulsiva, não é comum que eu abandone um livro. E certamente várias pessoas vão achar que eu não tenho juízo por ter abandonado A Menina que Roubava Livros. Sim, abandonei a leitura desse no segundo capítulo. Porque? Achei a narrativa lenta, pesada e pra falar a verdade, estava numa fase de pensamentos rápidos e leves, que não combinavam nada com o livro. Me julguem, se quiserem.
   Voltei ao livro como uma missão. Terminei. Gostei somente. Não chorei, embora tenha considerado o livro triste. Gostei da relação da morte (muito gentil e delicada) com as cores. Gostei da menina. Pintei as páginas do smash por causa de Max (não, não vou dizer quem é, leiam o livro). A página ficou assim:

   Escolhi a última frase do livro, dita pela narradora: "Os seres humanos me assombram." E acrescentaria: para o bem e para o mal.
   Beijos meus amigos! Que a felicidade que encontro nos meus livros possa ser compartilhada com vocês! Volto em breve.